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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Das Bandas de Cá às Bandas de Lá (2)

A Sociedade Musical Santa Cecília foi fundada em 22 de novembro 1901 pelos ferroviários que trabalhavam na estação de Rodrigo Silva, como um tipo de grêmio recreativo. Dentre seus fundadores, destacam-se Cesário Cruz, Eurico da Silva, Paulino Teixeira Rosa e Joaquim de Freitas, sendo este o primeiro regente da banda. Essa agremiação logo se tornaria famosa na região, transformando-se em um dos principais patrimônios culturais do distrito.
Fotografia tirada em março de 1937, mostrando a Sociedade Musical Santa Cecília ao lado da Escola de Farmácia de Ouro Preto. Fonte: Dossiê de Tombamento do Conjunto Urbano e Ferroviário de Rodrigo Silva Foto: Acervo da Sociedade Musical de Santa Cecília.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Das Bandas de Lá às Bandas de Cá (1)


Já estão se iniciando os trabalhos da exposição curricular "Das Bandas de Lá às Bandas de Cá" Dos alunos do curso de Museologia da UFOP. Há uma página no Facebook que servirá de comunicação com o público. Em breve conteúdos sobre este importante patrimônio da região de Ouro Preto e Mariana: As Bandas de Música! Breve, novidades aqui e lá.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

300 anos da Paróquia do Pilar

Criada pelos artistas e designers Lúcia Nemer e José Alberto Nemer, a marca evoca o significado esplendoroso da Paróquia do Pilar como comunidade e templo de Fé na história da Vila Rica de Ouro Preto, das Minas Gerais do Brasil.
A força dos elementos contidos na imagem é expressão da arte barroca que remete à profusa ornamentação do Pilar, às alfaias e às iluminuras dos livros de irmandades. Ao preencher os vazios da história, entre curvas e contracurvas, volutas, folhas de acanto, conchas e rocalhas, o ícone simbólico reverencia, em vermelho e dourado, o fervor, a alegria e a esperança que envolvem a celebração dos 300 anos da Paróquia da Padroeira de Ouro Preto.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Cidade em Três Séculos

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Convite para lançamento do livro Cidade em Três Séculos: releitura e ensaio crítico de Bicentenário de Ouro Preto - Memória Histórica (Nelson de Senna et al., 1911) por Maria Francelina Ibraihm Drimond.




Keimelion - revisão de textos no LinkedInArtigos de interesse no blog da Keimelion - revisão de textos: Quem sabe revisar?Escolher um revisor de textos - Informações sobre revisão

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Os convivas em OP

Uma vez por ano é 21 de abril; outra vez é 8 de julho, festival de Inverno são uns 30 dias, 12 de outubro dura quase uma semana. Semana santa é ao longo de todo o setenário. Fórum das Letras dura quanto tempo? Festival de curtas, médias e longas, congressos de endocrinologinstas, botânicos, astrofísicos... Reunião do Mercosul! Filmes, novelas, casos espaciais... Já ouviu falar de Triúnfo Eucarístico? Já ouviu falar de Sesquicentenário da Partida dos Voluntários da Pátria para a Guerra do Paraguai? (O que mais eu esqueci?) O fato é que a cidade está quase sempre cheia de gente de fora.
Ouro Preto é um foco. Para o bem e para o mal.
Grande parte desses eventos é para gente de fora, que nada têm a ver com a cidade. Outra parte são festas do povo daqui. Outras festas são do povo daqui e que o povo de fora vem ver.
O que reclamamos é que a cidade é o lugar em que vivem os cidadãos. Estes têm que ser a prioridade. A procissão não é um corso para atrair turistas, mas um rito da fé popular. Os templos não são museus, embora os contenham. As ruas não são cenários - mesmo que a cena seja maravilhosa. Ouro Preto não é um monumento - é uma cidade. Cidade que funciona, tem água, luz, telefone por que seus habitantes pagam contas, impostos. Cidade onde se espera viver na paz do cotidiano - e se exige isso! Onde os visitantes são bem-vindos, muito bem-vindos e desejados. Mas esses visitantes têm que ter a cortesia de se lembrarem de que estão na casa (cidade) alheia e respeitar a o uso, o costume, a necessidade e rotina dos donos da casa.
Teorias de turismólogos, conservadores, historiadores (eu sou), geógrafos e outros estudiosos são muito bonitas no papel - assim como planos de metas, e leis de uso e ocupação. Mas a voz do povo é sábia: na prática, a teoria é outra.
O povo de Ouro Preto tem consciência de sua cidadania (há 300 anos!). Nós nunca engolimos reis (sedição de 1720), rainhas (1792), imperadores, presidentes, governadores ou seja lá quem seja que nos impinja seja lá o que for
A liberdade que vêm apregoar aqui ao 21 de abril, não é nenhuma novidade que nos trazem, é nosso legado para o País. Mas é um legado que partilhamos com a pátria, não é algo de que abrimos mão para que outros façam dela demagogia, ou que venham nos perturbar a pretexto dela.
Continuaremos a zelar por uma cidadania que é anterior à pátria. Nossa cidadania é causa fundante da pátria. Não somos um povo que se subordina, mas um povo que cria a ordem.
Ouro Preto, assim como outras tantas cidades, é anterior aos estados e à Nação. Criamos essa nação, agora uma república. Brasília é a cidade que foi criada pela república e para a república. São gêneses diferentes, como pode observar. O Brasil não é um amontoado pasteurizado e homogeneizado, todos o sabem. E cumpre a cada visitante, turista ou governante, brasileiro ou estrangeiro - em cada lugar - observar os usos e costumes locais. Brasilidade não é desculpa para desacato à localidade; são os locais que fazem o país - a exceção à regra é Brasília, único local que existe feito pelo País e para ele. Mas mesmo aquela cidade já é uma civitas, cheinha de cidadãos a serem considerados, assim como os ouropretanos. 

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ouro Preto - patrimônio da humanidade

Essa história de Patrimônio da Humanidade é ótima: a cidade era de seus habitantes, agora é de toooooda a humanidade - logo os habitante foram expropriados. Como nosso regime exige, quando se desapropria (retira a propriedade) cabe indenização. Expropriaram os pobres habitantes de Ouro Preto e não nos indenizaram.
A cidade agora é da humanidade todinha (portanto é bem menos de que nasceu e vive nela?) - então os donos originais, quem vive nela, trabalha nela, paga impostos nela devem ser indenizados.
É muito bacana essa ideia de tombar, desapropriar, interditar e expropriar. Mas deve-se sempre lembrar que esses verbos se aplicam sobre a propriedade privada, coisas adquiridas com esforço, construídas com despesa, herdadas com orgulho e cuja natureza é a base de nosso sistema político, econômico e cultural.
Fazer discurso de coletivizar a propriedade ou a cidade (urbe, lugar onde vivem as pessoas) alheias é muito bacana. Coletivize primeiro o que é seu, antes de vir bulir ou fazer proposta no que é meu.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

II Encontro Memorial do ICHS / UFOP


30º Aniversário do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (1979 - 2009) 11 a 13 de novembro de 2009 em Mariana/MG O Instituto de Ciências Humanas e Sociais / ICHS da Universidade Federal de Ouro Preto / UFOP completou, em novembro de 2009, 30 anos de sua instalação no antigo prédio do Seminário Menor de Nossa Senhora da Boa Morte, em Mariana/MG.
Esta cidade foi marco da história e da educação em nosso país, por ter sido a primeira cidade de Minas Gerais e onde funcionaram os primeiros estabelecimentos educacionais do estado.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

II ENCONTRO MEMORIAL DO ICHS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS
II ENCONTRO MEMORIAL DO ICHS: Nossas Letras na História da Educação
De 11 a 13 de novembro de 2009
Um encontro para comemorar a trajetória feita até aqui e traçar novos caminhos. Uma oportunidade para atualizar o conceito e o significado de um dos começos em nossa memória: uma escola que, antes e agora, ajudamos a construir. O encontro será organizado em dois eixos de atividades: acadêmica/científica e artística. Visite o site do evento para conferir a programação e os procedimentos para inscrição e envio de trabalhos.

Para maiores informações, clique aqui.

Favor noticiar a seus contatos.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Ouro Preto: a Praça não é do povo

Flávio Andrade repudia
a forma do 21 de abril
Carta de Protesto redigida pelo Vereador Flávio Andrade

Este 21 de Abril ficará na memória dos ouro-pretanos. Nos meus 55 anos de vida, não me lembro de comemoração mais ostentativa e desrespeitosa para com a minha terra.

A Praça Tiradentes, coração de Ouro Preto, ficou praticamente fechada por uma semana, atravancando o funcionamento da cidade viva. Na entrada do espetáculo da Bibi Ferreira, fomos revistados humilhantemente, como se fôssemos assaltantes ou terroristas. Ouro-pretanos que saíram pra trabalhar nesta terça feira foram proibidos pela Polícia de passar a pé pela Praça Tiradentes. O monstruoso aparato montado para a comemoração assustou a todos.

Em tempos de crise, a gente se pergunta: quanto custou esta festa? Palanques enormes na Praça Tiradentes e na Praça da UFOP. Centenas de policiais. Dezenas de técnicos e operários por uma semana em Ouro Preto. Transporte e a alimentação pra este povo todo. Equipamentos de som e luz sofisticados, montados nas duas praças. Grades fechando cada canto onde alguém poderia passar. Helicópteros cruzando o céu pra lá e pra cá o dia todo. Centenas de flores e medalhas. Horas e horas de trabalho de servidores do Governo do Estado. Cachês de artistas. Ônibus e mais ônibus transportando claques com pulserinhas e bandeiras do partido do Governador.

Será que não dava pra homenagear a Inconfidência Mineira de maneira mais digna e verdadeira? Será que este show-bussines não bate de frente com os famosos e tão decantados ideais da Conjuração Mineira? Será que não seria mais respeitoso com a memória de quem morreu pelo Brasil fazer um evento menos espalhafatoso? Será que não bastaria colocar uma coroa de flores aos pés de Tiradentes, como Juscelino fazia?

Patrocinar esta gastança de dinheiro público num tempo de crise e desemprego é rir do sofrimento e da dignidade do povo mineiro.

Não é esquisito comemorar a Liberdade proibindo pessoas de andarem em sua própria cidade? Revistando pessoas de bem como se fossem bandidos.
(...)
Sou contra este tipo de comemoração. Ouro Preto quer outro tipo de festa. Quer um evento com a participação de autoridades, artistas, policiais e, principalmente, dos donos da casa.

Os ouro-pretanos, de nascimento ou por adoção, dividimos nossa praça literalmente com o mundo todo. Só pedimos respeito.

Flávio Andrade
Vereador do Partido Verde de Ouro Preto 
Leia tudo sobre 21 de abril, depois leia ainda:  Polêmica no barroco mineiro - Senhor Cê - Caixa d'água, na Água Limpa - Ponte do Pilar

21 de abril em Ouro Preto - Gentrificação

A praça Tiradentes em 21 de abril é
o contrário do que o povo deseja
Chama-se gentrificação (um neologismo que ainda não consta dos dicionários de português) ou enobrecimento urbano, de acordo com algumas traduções, a um conjunto de processos de transformação do espaço urbano que ocorre, com ou sem intervenção governamental, nas mais variadas cidades do mundo [1]. O enobrecimento urbano, ou gentrification, diz respeito à expulsão de moradores tradicionais, que pertencem a classes sociais menos favorecidas, de espaços urbanos e que subitamente sofrem uma intervenção urbana (com ou sem auxílio governamental) que provoca sua valorização imobiliária.

Esses processos são criticados por alguns estudiosos do urbanismo e de planejamento urbano devido ao seu comum caráter excludente e privatizador. Outros estudiosos, como o sociólogo Richard Sennett da Universidade Harvard [2], consideram demagógico o caráter das críticas, argumentando que problemas urbanos não se resolvem com benevolência para com as camadas mais pobres da população e, na sua opinião, só se resolvem com alternativas que reativem e recuperam a economia do local degradado.

Leia tudo sobre 21 de abril, depois leia ainda:  Olhos que viram Ouro Preto - Direito à tradição - Presépios

21 de abril em Ouro Preto IV

Praça tiradentes em 1956
"É incrível como após anos e anos dessa festa (?) sem nenhuma relação com a cidade em si ainda persistam em montar esses "monstrengos" de estrutura metálica, de pouquíssima funcionalidade e de gosto bastante duvidoso.... Cafona!!! "
Sérgio Rafael do Carmo

Isso é um tapa na cara que levamos a cada ano, proibidos de usar nosso espaço, insultados em nome da liberdade. Getulio Vargas, Figueiredo, Lula e Aécio foram protagonistas desse insulto a nós todos.

"Leva-nos a pensar: a que se destinam as cidades patrimônio cultural da humanidade? O tempo tem mostrado que esse título insere o que se chama gentrificação. As decisões acerca da cidade não são expressas pela vontade do povo daqui. Esse evento é arbitrário, parece incontestável. Mas se enchem os hotéis, as lojas de pedra, os restaurantes e tem veiculação forte na mídia. É excludente, revoltante. Mas, serve de trampolim político. A quem serve o tal título? A bem poucos, me parece. "
Milton Ferreira Athayde
Leia tudo sobre 21 de abril, depois leia ainda: Desarticulando - Ideias ouro-pretanas - Sexo dos anjos - Fotos de criança

21 de abril em Ouro Preto III

A maioria das pessoas conhece as imagens da Praça Tiradentes em Ouro Preto, mas essas fotos que estou postando aqui envergonham qualquer ouropretano, são exemplos da humilhação que nos é imposta anualmente, quando privatizam a nossa praça para uso do governador. Somos proibidos de usar nossa ágora em nome das liberdades democráticas.

Aspecto da Praça Tiradentes entulhada
Ali deve ter havido um trapézio, nele deve ter se pendurado outro governador...

Estátua de Tiradentes poluída por montagens
Lá do seu alto, Tiradentes pode ter se perguntado:
- E que tenho eu a ver com esse circo?

Antigo prédio da Escola de Minas
O velho palácio-escola-museu escondido por novidades transitórias.

21 de abril em Ouro Preto II

Basta alguma sensibilidade para que se veja o que é feito em Ouro Preto em nome das liberdades cívicas e do louvor à memória do Tiradentes.

Palcos e palanques na praça Tiradentes
O desmonte do circo em que os palhaços não respeitaram o público.

Sobrou apenas a capela do Palácio dos Governadores para ser vista
Pena que a arquitetura do XVIII tenha sido escondida por andaimes.


O sépia não esconde a tristeza na praça Tiradentes
A velha Praça, desmontada de novo.

21 de abril em Ouro Preto I

Pensei escrever uma cônica sobre o 21 de abril em Ouro Preto, concluí que bastam algumas legendas mostrando a praça Tiradentes sendo desmontada, depois da renovação do triste espetáculo da liberdade conspurcada.

Pode-se entender a praça Tiradentes assim?
O palácio-escola-museu, eclipsado por um telão de pisca-pisca.

Pode-se aceitar a praça Tiradentes assim
Lá no fundo, pode-se ler, bem escondida no palanque, a palavra liberdade:
envergonhada do uso que fazem dela.


Anualmente se repetem esses abusos em Ouro Preto
Tamparam a casa do Pilão com um telão... 
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