sábado, 14 de maio de 2011

Ordem Terceira e Igreja do Carmo




Lançamento do livro de
Maria Agripina Neves e Augusta de Castro Cotta, Aspectos históricos da Ordem Terceira e da Igreja do Carmo de Ouro Preto, neste sábado, dia 14 de maio, às 19h, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo. 

Em Ouro Preto!



Compareça!

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sábado, 7 de maio de 2011

Eu e o velho

Foi por aqui... Mas era noite.
Muitos não sabem das coisas de Ouro Preto, mas os de lá que me conhecem, sabem que meu rumo é o das Cabeças, bairro em que fui criando e onde me estabeleço. Tenho lá perto do Bom Jesus meu ateliê para me esconder e borrar umas telas.
Chegava eu não muito tarde, subindo a ladeira, perto do Grupo das Cabeças (claro que o nome nunca foi esse, mas pra que tentar manter atualização de nomes das repartições públicas?). Era por volta de 21h e eu levava material para um sopa de tomates, uma execrada sacolinha de plástico do supermercado. Pois bem, àquela altura, fui abordado por um velhinho que ia na mesma direção. pensei que fosse algum pedinte. Nós, habitantes da metrópoles, somos treinados a evitar essas abordagens: idoso, aparentando ser pobre (ou talvez abaixo da linha que a Dilma passou no país agora).
Imediatamente, minha primeira impressão se desfez - ele só queria um dedo de prosa - aí, é comigo!
Uma das primeira informações que ele me deu me deixou pasmo, mas esse dado eu vou deixar para o fim, para prender mais a atenção do leitor.
Na verdade o velho tinha uma questão sobre a qual desejava minha opinião: perguntou-me direto se eu achava que ele ainda poderia aprender a ler, se isso ainda seria possível na idade dele. Incrível que ainda existam analfabetos e que alguns deles ainda pretendam reverter essa situação.
Gastei todo nosso curto percurso tentando estimulá-lo, disse que aprenderia sim, precisaria se esforçar mas que a gente não perde a capacidade de aprender. Disse que ser alfabetizado poderia marcar mais uma grande fase na vida dele, que haveria um novo mundo aberto. Entusiasmei-me pela prosa e pelo proselitismo da causa. Tinha que ser breve, pois não teríamos muitos metros juntos. Usei de toda minha andragogia. Contei para ele que eu havia sido professor, que ensinara em muitos lugares, mas que uma das coisas mais importantes que já havia eu feito fora alfabetizar duas meninas. Devo ter usado uns bons bordões de apoio, reforço da ideia e... cheguei aonde ia, me despedi. Ele disse que ia mais acima tomar uma pinga e nos despedimos; entrei para tomar a minha com a sensação de dever cívico cumprido.
A terrível informação que me deixou pasmo? Bem, o dado de ser analfabeto é terrificante, mas, além disso, a avançada idade que gerava dúvida no velho sobre a possibilidade de ser alfabetizado era de quase cinquenta anos! O mesmo número que alcanço logo depois do solstício do próximo verão... e era velho!

Leia mais neste blog: Azo a crônicas - A padroeira - Soneto da disputa - Chafariz da Coluna
Leia também no blog da Keimelion: Como escrever palavras compostas Emprego da crase - Locuções com e sem crase

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Padre João


A fotografia ao lado estava dentre os pertences da suposta autora dos versos abaixo, também encontrados no mesmo lugar.
Não há certeza de que a pessoa mencionada esteja retratada, embora acredito haver boa possibilidade de que ambas as coisas procedam.
Se alguém tiver mais informação, ficarei muito grato.


Há vários lustros Ouro Preto antiga
Acompanha teus passos de Pastor
E junto a nós não há quem não bendiga
Teu zelo paternal e teu fervor!
Tuas pegadas cada ovelha siga
Pois só andas na trilha do Senhor
E cada pedra aqui gloriosa e antiga
Testemunhe as virtudes do Pastor.

Foi a glória de Deus tua ambição
Somente o Bem soubeste praticar!
O holocausto de amor desta missão

Um colírio encontres para iluminar,
Em cada ouro-pretano, ó Padre João,
Pois fazes de Ouro Preto o teu altar!
B.H. 31/7/1959
Maria Athayde
(atribuição)

terça-feira, 26 de abril de 2011

São Francisco de Assis de Ouro Preto

Motivos de Ouro Preto
Murilo Mendes
(fragmento)

Repousemos na pedra de Ouro Preto,
Repousemos no centro de Ouro Preto:
São Francisco de Assis! Igreja ilustre, acolhe,
À tua sombra irmã, meus membros lassos.
Confrontamos aqui toda a miséria,
Da matéria o desgaste deduzindo
Em nossa vida universal e pessoal.
Ó rude tempo de aniquilamento,
Ó rude tempo de desproporção

Leia também neste blog: A grade da Pontes dos Contos - Panorâmica de 1870 - Presépios - Ponte do Pilar

Coral de Ouro Preto, anos 1960...

Cantores do Coral de Ouro Preto
Apresentação de "Balada das Ladeiras de Ouro Preto", de autoria de Ubirajara Quaranta Cabral, com fotos de Ouro Preto. Quem conhece alguém nessa foto capa?
¨Ubirajara Cabral foi criador do primeiro conjunto de jazz de Sergipe. No final da década de 1950, criou na cidade de Ouro Preto o Coral de Ouro Preto, com 10 vozes masculinas e nove vozes femininas, considerado um divisor de águas na passagem para a bossa nova. O Coral de Ouro Preto ganhou título nacional, do Jornal do Brasil, de melhor coral de música popular do início dos anos 1960.¨
* Dicionário Cravo Albin
Primeiro disco do Coral de Ouro Preto







Leia também neste blog: A grade da Ponte dos Contos - Fotos de criança - A coleção do Museu do Oratório
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