sábado, 28 de maio de 2011

História como Ἱστορίαι

Ouro Preto é toda história, então que se interessa por Ouro Preto também se interessa por História.
História como Ἱστορίαι é um e-news que reúne o que é veiculado na web sobre história, segundo a indicação de links dos mais prestigiados institutos, grupos de pesquisa e historiadores que vão sendo paulatinamente agregados. Vale ler e assinar de graça.




Obras ouro-pretanas 3 / Dirceu - Sonetos Bem(e)Dito(s)


Já há 300 anos correm as águas sob as sete pontes da Ouro Preto dos amores confessos e inconfessos, dos amores públicos e dos privados. Mas entre as paixões decantadas em metro e rima nas obras que vêm à luz in fólio há ainda aquelas que nem se confessam nem se dizem o nome, tampouco se publicam. Mas há tantos versos alexandrinos que são mesmo rabiscados com destino ao fundo das arcas arcádicas, das gavetas e dos HDs, que nem toda luz do mundo iluminaria tanta obscuridade.

Quatorze versos cada poema de vário amor absolutamente bandido. Uma contorção de quem subtrai a Musa ao tango para trazê-la a um sabá orgírico em ritmo de seresta. Poesia-tese é a resposta que Doroteu nos oferece

Obras ouro-pretanas 2 / Marília & Dirceu

 
Nada mais ouro-pretano que o romance de Maria Dorotéia e Tomás Gonzaga. Todo lirismo, arcadismo, sentimento libertário e castiça sensualidade de que Ouro Preto se reveste há 300 anos resplandece naquele idílio. Mas sob as vistas do Itacolomi, míope do alto de sua serra, ou obnubilados pelas brumas que não há mais, outros amores nem tão castos hão de ter florecido e fenecido. E o teatro, a forma mais compatível com o concerto barroco-arcádico, é a linguagem para essa narrativa fescenina.

Marília & Dirceu
- Um triângulo de dois vértices

 

Teatro. Drama em um ato de Públio Athayde sobre textos de Tomas Antônio Gonzaga, José Benedito Donadon-Leal e Públio Athayde.


Ao fundo do palco vêem-se a casa de Marília e, em último plano, o IItacolomi, nos lados, altares "barrocos" com ícones gregos mencionados no texto; alguns móveis, dois leitos e adereços de época, velas acesas, luzes cambiantes entre os vários ambientes de cena.


Livro impresso: R$ 17,72

Obras ouro-pretanas 1 / Eu Ouro Preto

Ouro Preto está à beira de seus 300 anos de existência jurídica, dia 8 de julho comemora-se a criação de Vila Rica, segundo município de Minas Gerais. Nesse ensejo, resolvi fazer um pouco de autopromoção, e reapresentar meus livros que escrevi sobre aquela Urbe Gloriosa e Pobre.

Eu Ouro Preto - Tópicos de História: Arquitetura, Música, Documento, Conservação.

 Este livro congrega seis artigos com uma temática comum apaixonante: Ouro Preto. Os olhos do historiador ouropretano convergem para a paisagem, a arquitetura, a música e o povo desta cidade, para as relações destes elementos nos tempos passado e presente de modo inequivocamente passional, mesmo considerada a abordagem metódica e a pretensa erudição.


A paixão, confessa no primeiro artigo (Eu “Ouro Preto”), se desdobra em considerações topográficas sobre os templos coloniais (Adequação retórico-arquitetônica da Paróquia de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto). A mesma paixão visceral que aguça os ouvidos para sons reais e imaginários (Música colonial, cérebro retórico e êxtase religioso) relê a poesia arcádica situando física e politicamente as referências do poeta detrator (As cartas chilenas: carta terceira, notas de leitura). Ainda com os olhos voltados para o passado, e nada é mais presente no passado que a morte, abstrair de algumas lápides os resquícios das paixões de outras épocas é tarefa inglória e fascinante (Aqui jazem os restos do irmão J.F.C. falleciddo), tanto quanto querer apontar nos resquícios já arqueológicos da mineração aurífera (Curral de Pedras: abandono e omissão) as tensões vividas em uma época anterior cujas marcas estão por todo lado, cravadas na essência da brasilidade.
A retórica da história clama em coros dissonantes e cada vagido é repleto de significâncias, todas elas se articulando para dar significado ao que somos. Cada olhar sobre a Ouro Preto de outrora completa a visão que temos de nós mesmos, quer como agentes de uma existência em contínua construção, quer como amantes do pretérito edificado em magnífica herança.

Livro impresso: R$ 29,54

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Francisco de Paula Vasconcelos Bastos na Academia Ouro-Pretana de Letras

Academia Ouro-Pretana de Letras convida para a palestra deste mês, do escritor e publicitário Francisco de Paula Vasconcelos Bastos. Será nesta sexta-feira, dia 27 de maio, no auditório do Anexo do Museu, às 19:30h

Recomendamos a leitura: Revisão de dissertação ou tese - A vírgula e os dispositivos da lei - Seleção de artigos científicos - Emprego de este/ esse
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