Mostrando postagens com marcador . Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador . Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de abril de 2012

21 de abril em Ouro Preto

Nesse momento a PM estava praticando tiro ao pombo. Soltaram um monte deles, branquinhos, dizendo que era liberdade... Algum oficial evangélico achou que fosse referência iconoclástica ao Espírito Santo e mandou abrir fogo

sábado, 25 de fevereiro de 2012

300 anos da Paróquia do Pilar

Criada pelos artistas e designers Lúcia Nemer e José Alberto Nemer, a marca evoca o significado esplendoroso da Paróquia do Pilar como comunidade e templo de Fé na história da Vila Rica de Ouro Preto, das Minas Gerais do Brasil.
A força dos elementos contidos na imagem é expressão da arte barroca que remete à profusa ornamentação do Pilar, às alfaias e às iluminuras dos livros de irmandades. Ao preencher os vazios da história, entre curvas e contracurvas, volutas, folhas de acanto, conchas e rocalhas, o ícone simbólico reverencia, em vermelho e dourado, o fervor, a alegria e a esperança que envolvem a celebração dos 300 anos da Paróquia da Padroeira de Ouro Preto.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Padre João


A fotografia ao lado estava dentre os pertences da suposta autora dos versos abaixo, também encontrados no mesmo lugar.
Não há certeza de que a pessoa mencionada esteja retratada, embora acredito haver boa possibilidade de que ambas as coisas procedam.
Se alguém tiver mais informação, ficarei muito grato.


Há vários lustros Ouro Preto antiga
Acompanha teus passos de Pastor
E junto a nós não há quem não bendiga
Teu zelo paternal e teu fervor!
Tuas pegadas cada ovelha siga
Pois só andas na trilha do Senhor
E cada pedra aqui gloriosa e antiga
Testemunhe as virtudes do Pastor.

Foi a glória de Deus tua ambição
Somente o Bem soubeste praticar!
O holocausto de amor desta missão

Um colírio encontres para iluminar,
Em cada ouro-pretano, ó Padre João,
Pois fazes de Ouro Preto o teu altar!
B.H. 31/7/1959
Maria Athayde
(atribuição)

domingo, 21 de dezembro de 2008

Presépios

O terceiro lugar:
"Tradição religiosa fundada na idade média por São Francisco de Assis, o presépio encontra em Minas uma de suas vertentes mais criativas.

Manifestação de cultura popular, pontuada de fantasia, o nosso presépio projeta o episódio do nascimento de Jesus no cenário singelo das pequenas vilas incrustadas nas montanhas.

"Nas cidades do interior mineiro, a montagem do presépio constitui um comovente ato devocional, familiar e coletivo, que se inicia com a preparação da gruta, a colheita de musgos e areia branca, até “armagem” na véspera do natal, incorporando, nesse ato, cantos e ritos do nosso folclore. Tudo envolto na mais completa magia, feita de arte e devoção, fantasia e expectativas.

Para manter viva a tradição cultural e religiosa e resgatar o sentido poético e singular do presépio mineiro, a FAOP instituiu o Concurso de Presépios, promovido anualmente. Esse evento tem também a finalidade de estimular experiências de criações contemporâneas, proporcionando uma releitura da antiga tradição.

As obras premiadas, integradas ao acervo da FAOP, constituem conjunto exemplar da criatividade de nossos artistas.
Atualmente o acervo de presépios populares da FAOP possui 18 obras feitos por artistas mineiros, em especial, de Ouro Preto."
A exposição foi no CAEM
Na foto abaixo, dentre todas gentilmente cedidas por um jornalista do Estado de Minas, à época, os vencedores do Concurso de Presépios de 1970(?), à direita o rapaz que tirou o primeiro lugar, ao centro Bené da Flauta, segundo lugar, e eu, contentíssimo com a terceira colocação: ganhei um cheque de $300,00 - qual era mesmo a moeda da época? O presépio do Bené da Flauta hoje está na coleção de Julio Varela, o meu foi doado à Escola dom Velloso e se perdeu por lá.

Alguém sabe quem é o rapaz que tirou o primeiro lugar e onde foi parar o presépio dele?

A Padroeira

Cônica de
Luís Fernando Veríssimo

"A pequena Capela de Nossa Senhora do Rosário do Padre Faria é uma das tantas jóias arquitectónicas de Ouro Preto, Minas Gerais. O exterior despojado não prepara o visitante para a opulência barroca do interior. O campanário fica afastado do corpo da igreja, como a “casinha” numa morada sem banheiro, e nada tem de imponente. Os sinos da Capela do Padre Faria badalam em concerto com os outros sinos da região, cantando as horas e os eventos, e não soam nem melhor do que os outros.

Mas os sinos da Capela do Padre Faria têm uma história diferente dos outros. Quando Tiradentes foi enforcado e esquartejado no Rio de Janeiro, todos os outros celebraram a notícias. Afinal, tratava-se da execução de um traidor, de um inimigo da sociedade. Os sinos de Ouro Preto festejaram o castigo exemplar de um réprobo e o triunfo da legalidade sobre a rebeldia. Mesmo que o toque festivo não tivesse sido recomendado pela Coroa, a celebração se justificaria. Mas os sinos da Capela do Padre Faria dobraram Finados. Pela primeira e única vez na História, talvez, os sinos da Capela do Padre Faria destoaram do concerto. Tocaram, sozinhos, uma batida fúnebre pelo martírio de Tiradentes."

Leia na íntegra clicando aqui.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Meio-dia no Padre Faria

Fiquei imaginando qual seria, há 200 anos, o som da noite no lugar mesmo em que nasci ... Quando ali haveria poucas cavernas e a centésima parte das pessoas dentre as quais eu vivo. E muito poucos lumes e candeias competiam com a radiação dos astros.
Entendi então que, para ter uma idéia qualquer sobre a noção de som, a compreensão de tons e a melodia da música colonial, o ponto de partida seria a aceitação do fato de que os habitantes das cavernas por perto de onde eu nasci, 200 anos antes dessa efeméride, seriam em número muito menor, teriam muito menos fogos a crepitar pela noite, ficariam muito mais recolhidos depois de o sol se por... E estariam muito mais propriamente afetados pela calada da noite. E não é na calada da noite – agora no sentido moderno mesmo da expressão – que estamos mais afetados pelos medos, pelas melancolias, pelos fantasmas e pelas fés? Acredito que a centésima parte das pessoas produzam a centésima parte dos ruídos e tenha motivos para ter cem vezes mais medos.

Veja o texto completo clicando aqui.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Igreja e Cemitério das Dores

Portugueses da Irmandade Dolorosa de Braga construíram sua capela com doações, pois gozavam de grande prestígio na comunidade mineradora. Anualmente, a Paróquia de Antônio Dias realiza nela o Setenário das Dores. Construção: 1788


Soneto da Defunta Formosa

Alphonsos de Guimaraens

Temos saudade, pálida formosa,

De tudo quanto o pôr-do-sol fenece:

Ou seja o som final de extrema prece,

Ou seja o último anseio de uma rosa…

E mais ligeiramente a gente esquece

Uma hora que a alma de carinhos goza,

Que de ter visto, em roxa luz saudosa,

Uma imperial tulipa que adoece…

Um lírio doente no caulim de um vaso

Faz-nos lembrar um luar em pleno ocaso

Morrendo ao som das últimas trindades…

E nem eu sei, amor, por que perguntas,

Tu que és a mais formosa das defuntas,

Se eu de ti hei de ter loucas saudades.

sábado, 6 de dezembro de 2008

São Francisco de Paulo - contra-luz

"Esta Capela está em localização perfeita, tendo as serras de Ouro Preto, ao fundo, compondo um belo cenário. De seu adro, há uma ótima vista do conjunto arquitetônico da cidade, perfeito para fotografias. A Capela de São Francisco de Paula foi a última a ser construída em Ouro Preto. O local de reunião da Congregação do Patriarca São Francisco de Paula dos Homens Pardos, criada em 1780, era na pequena ermida de Nossa Senhora da Piedade, que se tornou pequena para o seu grande número de fiéis. Em 1804, as obras foram iniciadas. O risco do novo templo foi elaborado pelo Capitão-mor, Francisco Machado da Cruz. Os trabalhos foram demorados e se estenderam pelo século XIX até início do século XX, devido a problemas financeiros da Irmandade. Durante o Império, a Irmandade contou com auxilio do Governo Provincial em vários momentos." SETUR/MG

Leia Adequação retórico-arquitetônica da Paróquia de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto, artigo em que trato de aspectos topográficos e de visibilidade dos templos católicos da Paróquia de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Preto em função dos critérios de edificação preconizados pelas Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia e relativizados pela topografia local e outras condicionantes locais.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Leia e assine de graça:

Keimelion - revisão de textos, partilhe com seus amigos!

Postagens populares

Quem escreve um texto precisa sempre de um revisor, procure o melhor:

Quem escreve um texto precisa sempre de um revisor, procure o melhor:
Keimelion - revisão de textos - há mais de dez anos revisando teses, dissertações e livros.